Gasolina

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O conhecimento da constituição química da gasolina permite melhorar a qualidade desse combustível
O conhecimento da constituição química da gasolina permite melhorar a qualidade desse combustível

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por Jennifer

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Por Jennifer Rocha

Entre os derivados do petróleo obtidos por meio do seu refinamento e craqueamento, um dos mais importantes é a gasolina. Visto que ela é usada na maioria dos veículos, como automóveis, motocicletas, caminhões e aviões, ela traz um grande retorno econômico para as indústrias petroleiras.

Os motores movidos a gasolina são conhecidos como motores de explosão (ou combustão) interna, porque ocorre uma combustão rápida e violenta da gasolina, provocando uma explosão no interior do motor. É também chamado de motor a explosão de quatro tempos, pois o seu funcionamento se repete seguindo os quatro passos a seguir:

Esquema de funcionamento de um motor a explosão de quatro tempos
Esquema de funcionamento de um motor a explosão de quatro tempos

A gasolina é composta de uma mistura de hidrocarbonetos que possuem de 6 a 10 átomos de carbono. Assim, a composição química da gasolina pode variar. Por apresentar ponto de ebulição relativamente baixo, isso favorece a sua utilização como combustível. Além disso, a sua combustão libera uma quantidade de energia potencial muito boa e seu preço é economicamente viável.

Abastecendo o carro com gasolina
Abastecendo o carro com gasolina

No entanto, se determinada gasolina for muito sensível à compressão que é realizada no segundo tempo do motor de explosão interna, ela sofrerá explosões prematuras, antes do pistão atingir o ponto morto e antes da faísca soltar da vela. Dessa forma, o motor fica desregulado, o pistão é empurrado com uma força menor no quarto tempo e a potência do carro diminui. Se produz um ruído, costuma-se dizer que o motor começou a “bater pino” (knocking).

Assim, a qualidade da gasolina passou a ser associada com a sua resistência à compressão. Entre os componentes da gasolina, o mais resistente à compressão é o 2,2,4-trimetilpentano, chamado usualmente por isoctato. Por outro lado, o menos resistente é o heptano. Criou-se, então, uma medida da qualidade da gasolina, que ficou denominada de índice de octanagem ou índice de octanas.

Ao isoctano atribui-se o valor 100 de octanagem ou 100 octanas e ao heptano atribui-se o valor zero. Assim, quando dizemos que determinada gasolina possui 70 octanas ou índice de octanagem igual a 70, quer dizer que, em relação à resistência à compressão, essa gasolina se comporta como se fosse uma mistura de 70% de isoctano e 30% de heptano.

Estruturas do heptano e do isoctano
Estruturas do heptano e do isoctano

Para aumentar ainda mais a resistência à compresão da gasolina, adicionam-se antidetonantes à ela. Entre eles, temos o metil-t-butil-éter ou MTBE.


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

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