Elementos transurânicos

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Todo elemento transurânico apresenta número atômico superior ao do Urânio
Todo elemento transurânico apresenta número atômico superior ao do Urânio

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por Diogo

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A Tabela Periódica apresenta um total de 118 elementos químicos. Todavia, desses elementos, apenas alguns podem ser classificados como transurânicos, isto é, elementos artificiais que apresentam número atômico (Z) maior do que 92.

O urânio é o elemento químico natural de maior número atômico. Assim, qualquer elemento químico que apresente número atômico superior ao do urânio não pode ser encontrado na natureza, ou seja, tem que ser produzido pelo ser humano em laboratório. Esse é o caso dos elementos transurânicos.

As duas principais características dos elementos transurânicos são: eles são sólidos em temperatura ambiente e apresentam uma grande instabilidade nuclear, ou seja, todos eles são radioativos.

Veja uma tabela com todos os elementos transurânicos, suas siglas e seus respectivos números atômicos:

A criação de novos elementos foi realizada porque alguns cientistas acreditavam que seria possível produzir em laboratório, além de átomos dos elementos encontrados na natureza, outros que não existiam naturalmente, principalmente porque alguns estudiosos haviam previsto teoricamente a existência de vários elementos na tabela que nunca foram encontrados na natureza.

Em 1934, Marie Curie e Frederic Joliot realizaram um experimento radioativo por meio de uma lâmina de alumínio e um preparado de polônio. Esse fato permitiu que os cientistas Fermi e Segre, em 1938, tivessem a condição experimental para tentar criar elementos químicos por intermédio do bombardeamento de núcleos com prótons.

Ainda no ano de 1938, os cientistas Hahn, Strassmans e Meitner chegaram à conclusão de que Fermi e Segre haviam descoberto, na realidade, a chamada fissão nuclear, procedimento que foi decisivo para que os elementos transurânicos passassem a ser produzidos.

Com todas essas descobertas, os primeiros elementos químicos transurânicos produzidos foram: o Netúnio, formado pelos cientistas Mcmillan e Abelson, e o Plutônio, proposto pelo cientista Seaborg, ambos no ano de 1940.

Após as descobertas do Netúnio e Plutônio, vários outros elementos químicos transurânicos foram desenvolvidos pelas mãos do homem. Todavia, muitos deles ainda não apresentam uma utilização prática em virtude de sua alta instabilidade. Vale salientar que um elemento produzido em laboratório deve ser reconhecidos pela União Internacional da Química Pura e Aplicada (Iupac) para poder ser posicionado na tabela periódica.

A utilização dos elementos transurânicos, de uma forma geral, é extremamente escassa, haja vista que eles são muito radioativos e de difícil síntese. Mesmo assim, alguns deles apresentam certos usos interessantes:

  • Netúnio: Utilizado em equipamentos para detectar nêutrons;

  • Plutônio: é utilizado como material de bombas nucleares;

  • Amerício: é utilizado como fonte de radiação gama;

  • Cúrio: é utilizado como fonte de calor em termoelétricas.


Por Me. Diogo Lopes Dias

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